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domingo, 8 de outubro de 2017

ALUNOS DO CURSO DE DESENHO DO IPIRANGA DO PIAUÍ

Há dois anos atrás, pousei numa bela cidade por nome de Ipiranga do Piauí. E já que "está provado que só é possível filosofar em alemão", irei me privar de fazer demais observações. Postarei apenas, ao fim um poema ainda mal-acabado que fiz há uns dias atrás este saiu de uma vez só.


Quanto a meus alunos neste Município, tenho muito de que me orgulhar (no bom sentido). Fico feliz de ver os resultados e poder compartilha-los com vocês. Os alunos a seguir são de duas fases do curso. Luzilene e Gabriel começaram em fevereiro do ano vigente, estando até então com uns 8 meses de curso.

Marciel, Luiz Paulo, Luiz Felipe e D. Francisca, começaram juntos num curso há 4 meses atrás. E há um mês atrás a Assistência Social da Cidade de Ipiranga aceitou meu Projeto do Curso de Desenho e 10 alunos do CCI (Centro de Convivência) foram selecionados para fazer o curso. Em breve postarei alguns dos resultados já obtidos.


Os primeiros desenhos nesta página são de Gabriel Silva, 15 anos, tem se superado cada vez mais nos desenhos.

Neste desenho feito em papel preto com lápis de pintar branco, azul e marrom (predominantemente), retrata ele o luar. Desenhar com o lápis branco é um desafio pois inverte a maneira que se aprende, isto é, ao invés de desenhar a sombra "desenhamos" a luz, pois neste caso a sombra (preto) já domina o papel.


O mesmo se aplica a este outro desenho do Gato:





Quanto ao desenho da memina esboçada em azul, na realidade, era para ser feito um desenho colorido, mas no meio do processo, graças a uma dica da colega de classe, preferiu ele deixá-la azul, pintando apenas os olhos num tom de verde-azulado e a pupila marrom.



Finalizando temos um estudo feito já há algum tempo, é um bule de prata. Estudando as escalas tonais dos metais.

Não posso deixar de elogiá-lo pelos belos desenhos.













Agora temos os desenhos de Luzilene Ferreira. Ela sempre gostou de artesanatos e pintura em tecido. Leva muito a sério as aulas e o aprendizado, o que ajuda bastante.

Neste desenho dos bosques ela usou um pincel bem largo e o lápis quase deitado para fazer as "massas"  das árvores.

A albina, foi um desenho bom de ser feito, mas com seus desafios. É difícil dar volume com tão pouca variação tonal. Eu até explico sobre isso numa das páginas da minha apostila.




Um desenho que dispensa comentários é esses rosto em que ela fez para estudar o foco e desfoco duma imagem.

Desenho à SANGUINA ou SANGUÍNEA, como preferir. Foi feito com um lápis de pastel seco sobre papel CANSON creme.














E por último, mas não menos importante temos o desenho colorido duma rosa, feito também com lápis de pintar POLyCHROMOS da Faber Castell.

Ainda na turma inicialmente tínhamos a participação de Gilberto, que infelizmente deu uma pausa, mas que espero ainda que retome o curso.

Finalizando, gostaria de agradecer a este povo tão recepcionador, que é o povo do Ipiranga, cidade onde moro atualmente. A maneira que achei para expressar esta gratidão foi fazendo um singelo e ainda inacabado poema:

As palavras não expressam todo pensamento que há,
Mas dizem tudo o que a língua nos deixa escapar.

Houve um poeta que cantou a sua terra¹ seu povo, sua gente
Mas nesse momento vou fazer um tanto diferente
Vou cantar a sua terra, seus costumes e sua gente.

Um povo peculiar, e de excelente recepção.
Que ama a própria família e tem amor no coração.
Que ainda preza seus costumes ancestrais,
Mesmo num mundo em quê, filho não respeita pai.

Muitos que ainda da roça procuram meios de escapar,
Plantam, daí, esperam a chuva que Deus dá.
É feijão, milho e mandioca.
Daí fazem Baião, Maria Isabel e Tapioca.
A goma é sem igual, uma especiaria.
Feita com tanta qualidade, que igual só numa refinaria.

Se você comer a rosca de queijo, sumirá qualquer outro almejo.
A cajuína criará em te o ensejo.
E o pequi no feijão, pense num alimento.
Aqui já não tem muito, mas se poder não deixe de provar.
É um alimento bem antigo, é o tal do mungunzá.

E que dizer da cultura? Artesanato não falta.
Fazem coisas lindas com simples garrafas.
Dos talos dos buritis lindas e belas cadeiras,
Mas não apenas isso, fazem luminárias e mesas.
Só num fazem ainda, a tal da geladeira.
Mas num duvide não que ainda venha existir.
E se duvidar é por que não conhece o povo daqui.

No desenho uma tradição começa agora a aflorar
Artistas que já brilham antes mesmo de estrear.
É uma coisa linda, muito boa de se ver
Logo-logo todos virão a conhecer.

Dos climas é dos mais agradáveis aqui no Piauí.
Venha no mês de julho nesta terra conferir.
É uma joia, uma beleza, uma maravilha do sertão.
Venha ver a terra e não terás lamentação.

Se você nunca provou deveria saber do doce do Buriti,
E os doces de caju, nem vou falar do cajuí.²
Venha logo e correndo para poder aproveitar
A terra do IPIRANGA, terra boa de morar.

De Ricardo França.
___________________________________________________________________________________
¹ Refiro-me a Luiz de Camões, em os Lusíadas.
² Cajuí é um caju típico, bem pequeno, medindo no máximo não muito mais que uma polegada.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

APRENDA A COMO DESENHAR - ESTÚDIO FRANÇA

APRENDA A COMO DESENHAR


Rey Mendes, um grande Malungo, foi alguém que que conheci um tanto inesperadamente enquanto eu residia em Santo Inácio do Piauí.


Rey Mendes, um grande Malungo, foi alguém que que conheci um tanto inesperadamente enquanto eu residia em Santo Inácio do Piauí.

Uma bela tarde, esse, na época, semi barbudo, com tímido cavanhaque, me pediu para fazer o que antes eu nunca houvera feito, dar "3 meses de aula em 1 mês". 

Assim fechamos o pacote, e começamos, o Rey (com y e não com i, para diferenciar seu" reynaldo" intelectual e não político) sempre muito perseguidor do conhecimento ia além de minhas explicações e muito me ensinou por sua inquirições. 

Nesta foto vemos usando o
esfuminho, e lá em cima a
limpa-tipos que ele ainda usava.
Não sei se nessa época, ou pós-aula no Estúdio, começou a pesquisar a anatomia, conseguiu "entender com a mão" as poucas dicas que lhe dei sobre sombreamento. Como sempre questionando, abandonou nas aulas a limpa-tipos e protestando veementemente contra a mesma apregoava à meus outros alunos a necessidade de também abandoná-la. Em contra partida ele sempre advogava sobre o lápis Koh-í-Noor e a pureza deste grafite maravilhoso.

Para resumir a história, terminando Rey às aulas, tornamo-nos Malungos e daí em diante não perdemos contato, e sou muito grato por isso, acho que a maneira que nos tratamos mostra mui claramente que 2 pessoas TÃO diferentes possam conversar e conVIVER, através do RESPEITO e ao mesmo tempo,ao menos de minha parte, mas sei que dele também, embora tenho eu, talvez maiores motivos intelectivos de adMIRÁ-lo. 

Ele é escritor, físico e teólogo, além de poeta, filósofo, exímio compositor, e músico. 

Gostou das ideias do Realismo Simbólico e disse-me ter entendido que o que fazia era exatamente isso, me ajudando assim a entender também melhor esse meio de criação. Também por isso sou grato a ele.

Em fim, Rey fala num vídeo sobre a Mesa Digitalizadora que acabou de comprar e postarei aqui para os interessados.


A apostila mencionada é a

Desenho: Linha, Luz E Sombra


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segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Beleza

"No meio do caminho" do homem com as artes, mais exatamente a partir de um certo Banquete, registrado por Platão (428-328 a. C.), começa o objetivo de se definir O Belo.

Este já era o conceito central da arte desde seus primórdios, mas lhe faltava uma definição, definição esta que começou a aparecer no caso acima citado.

Em seu tratado, Da Arquitetura, Leon Battista Alberti (1404-1472) define beleza como "uma certa harmonia racional de todas as partes, de tal maneira que toda a adição, toda supressão, toda mudança só poderiam comprometê-la".

Essa "perfeição" poderia ser encontrada na natureza, mas havia quem quisesse superá-la, o caso neste sentido mais conhecido, é o de Zêuxis (464 a.C. - 398 a.C.), pintor da Grécia Antiga.  Desejando ele pintar Helena de Troia, pediu aos habitantes de Crotona que lho trouxessem às cinco jovens mais belas da cidade, mas como nenhuma delas correspondia ao seu IDEAL de beleza ele pinta os traços mais belos de cada uma delas. Esse caso influenciou a mentalidade dos Renascentistas, quanto a pensar que a beleza natural não pode satisfazer o ideal do pintor. O artista devia estudar a natureza em sua totalidade, mas sem se submeter totalmente a ela. Naquele momento a ambição do artista já não era apenas rivalizar com a natureza, mas sim,  dominá-la e superá-la. Assim para o pintor Renascentista "a bellezza é uma imagem interior do artista que imita as coisas não como elas são, mas como deveriam ser".

Para representar com perfeição esta BELEZA faz necessário o domínio da técnica, mas qual grau deve-se ter? Não acho que o artista forçosamente tenha de chegar ao ponto da ser como numa história famosa de uma disputa com entre Zêuxis e outro pintor, Parrásio:
Para a disputa, Zêuxis pintou um cacho de uvas. Quando mostrou o quadro, dois passarinhos imediatamente tentaram bicar as frutas. Zêuxis então pediu que Parrásio desembrulhasse seu quadro. Este então revelou que na verdade era a pintura que simulava a embalagem do quadro. Zêuxis imediatamente reconheceu a superioridade de Parrásio, pois se tinha enganado os olhos dos passarinhos, este tinha enganado os olhos de um artista.

Resultado de imagem para de divina proportione
Livro de Divina Proportione
Para Leonardo da cidade de Vinci, a beleza era sim encontrada na natureza e apenas dela emanava. E as suas proporções deveriam ser  conhecidas e aplicadas caso se desejasse alcançar a beleza. Este mesmo Leonardo colaborou com suas ilustrações para a Obra De Devina Proportione do matemático Leonardo Fibonacci (1170-1250), também conhecido como Leonardo de PisaLeonardo Pisano. Este episódio por certo teve um impacto positivo nas obras de Leonardo, não sei se influenciado por Fibonacci ou não, mas o fato é que o a Mona Lisa, está deveras toda projetada nesses moldes, note:





Imagem relacionada
Daí há quem pense que tudo o que produzimos, de modo intencional ou não acaba nos levando a "construir" nesses moldes, pois sendo todo o nosso meio ambiente naturalmente construído nessas proporções tenderemos naturalmente a imitá-los. A espiral que se forma a partir desta sequência e a própria sequência em si está por toda parte. 




Clique aqui para aprender mais sobre a Sequência de Fibonacci.

Daí temos a acrescentar sobre este tema a até bem conhecida como a Máscara de Masquardt, desenvolvida pelo cirurgião plástico Dr. Stephen R. Marquardt. Como podemos ver ela é feita a partir de um decágono. 
Imagem relacionada
Imagem relacionada
Máscara de Marquardt
Daí decide usar esta máscara para ao invés de corrigir algum rosto, produzir um:

Este quadro Será sobre A Beleza, irei postar o seu passo a passo aqui no blog.  Acompanhem...









































Vejam como está ficando...
Cézanne acabou entrando na história, logo após vem Picasso. Como pode algo tão clássico como a O Belo conceito platônico ser tão acometido de Feiuras... como as aparentes aberrações picassianas??? A Beleza que se exprime dum belo rosto, deve ser aquela que vemos ou que imaginamos? Imitamos a Natureza ou a superamos?
Nada sei, mas penso, e nesse devaneio tolo fico sem resposta, ao menos no momento.

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